Em defesa dos bugios, Deputado Tripoli pede providências para a Secretaria do Meio Ambiente PDF Imprimir E-mail
Animais
Ter, 26 de Dezembro de 2017 15:06

A febre amarela continua dizimando grande número de primatas. Os mais atingidos são os bugios, mas outras espécies de macacos também têm sido vitimadas. Mas eles não são vilões, são tão vítimas quanto os humanos, pois a febre amarela é transmitida por mosquitos infectados. As pessoas ainda podem ser vacinadas, mas eles não.

 
Além de serem vítimas, eles exercem um importante papel de sentinelas para alertar sobre a presença da doença. Mas, infelizmente, pessoas desinformadas e cruéis vem matando bugios, saguis, macacos-prego a pauladas ou aproveitam-se da situação para capturar ou caçar macacos infringindo a Lei de Crimes Ambientais e agravando mais ainda o desequilíbrio ambiental provocado pela mortandade dos vitimados pela febre amarela.

Por isso, o deputado Roberto Tripoli, PV-SP, está apelando para o Secretário do Meio Ambiente do Estado, Mauricio Bruzadin, visando ampliar a rede de informações para a sociedade e também fortalecer a infraestrutura governamental especializada em tratar e socorrer a fauna silvestre.
O surto de Febre Amarela está acontecendo na Capital e atinge, até o momento, a  Serra da Cantareira e bairros da Zona Norte. Entretanto outras cidades do entorno também já foram atingidas.

Na Serra da Cantareira, pessoas sensíveis ao sofrimento dos macacos e que buscam preservar a fauna silvestre têm se organizado para tentar salvar bugios, mas até eles esbarram na falta de informações e, em muitas situações, na ausência do poder público.

Perigoso improviso

Com isso, surgem soluções improvisadas, como capturar e levar para casa, ou para clínicas veterinárias particulares, tanto os doentes como aqueles ainda sadios. A boa intenção pode implicar em mordidas e transmissão de outras zoonoses para as pessoas que manipulam os animais.

Na Cantareira, região de Mairiporã, surgiu um movimento chamado “Um Sonho de Bugio” que conta com centenas de pessoas. O grupo tem buscado apoio na Prefeitura da cidade e junto a outros órgãos municipais e estaduais, reivindicam inclusive que o Poder Público possa implantar infraestrutura para o socorro aos bugios e outros primatas.

Assim, segundo Tripoli, “é fundamental que o poder público estadual e os órgãos da saúde e meio ambiente atuem tanto para imunizar a população, como para esclarecer moradores das áreas próximas às matas, visando evitar o abate dos primatas ou o socorro não especializado. Para salvar o maior número de bugios e outros macacos a infraestrutura de centros de triagem e reabilitação deve ser aprimorada, provavelmente com novos quarentenários e mais viveiros, mais técnicos e equipes de socorro”. 

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, observa ainda: “estamos numa emergência e são fundamentais as vidas humanas, mas não se pode desconsiderar a importância de garantir a vida silvestre e o equilíbrio ambiental”.

Tripoli, na década de 90, ainda como vereador, legislou para a implantação do CETAS-CRAS (Centro de Triagem e de Reabilitação de Animais Silvestres) da Prefeitura de São Paulo e sempre lutou por verbas para a manutenção desses centros, bem como do Hospital Veterinário para Silvestres, instalado dentro do Parque Anhanguera.

Como deputado estadual, Tripoli vem fazendo gestões junto ao governo do Estado visando garantir infraestrutura para a conservação e atendimento à fauna silvestre vitimada do Estado.

Veja o ofício 472/17 do deputado Tripoli


(Texto e imagem: Regina Macedo / Assessoria de Comunicação)

 

 
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