Protetores apóiam esforços do vereador Tripoli no combate ao comércio ilegal de cães e gatos. E pedem mais fiscalização de pet shops e feiras de adoção. PDF Imprimir E-mail
Animais
Qui, 02 de Dezembro de 2010 17:27
Protetores independentes e ONGs de defesa dos animais reafirmaram o apoio à Lei do Comércio de Cães e Gatos (14.483/07) em encontro com o vereador Roberto Tripoli (Partido Verde). O grupo está satisfeito com a intensificação da fiscalização promovida por Subprefeituras e pelo Centro de Controle de Zoonoses, que vem desmantelando vários pontos tradicionais de venda de filhotes em praças e avenidas.


“Essas ações oficiais precisam continuar, o poder público deve deixar claro que São Paulo não aceita mais o comércio ilegal de filhotes”, dizem os protetores. “Mas – alertam - também é preciso fortalecer a fiscalização de pet shops que ainda vendem animais sem castrar e, também, das feiras de adoção que disponibilizam cães e gatos não esterilizados, ferindo a lei” .

O vereador Tripoli agradeceu o apoio e frisou que “sem a participação da sociedade civil organizada as leis não vingam. Os animais dependem de todos vocês, de todos nós. Eu faço as leis, cobro do Executivo a fiscalização, coloco verbas no orçamento, mas cada um de vocês é o olhar que precisamos ter em cada ponto da cidade”

COMBATE AOS ILEGAIS

Os protetores entregaram ao vereador dossiês e documentos, mostrando inclusive o longo caminho percorrido no combate às feiras ilegais, principalmente aquela localizada na praça Agostinho Bettarello, defronte à Cobasi Jaguaré.

Izolina Ribeiro, do Esquadrão Pet, e Taime Haensel, da ONG O Time do Tigor, relembraram a luta, com fotos do local, documentos, cartas, denúncias. Boa parte desse material subsidiou os pedidos do vereador Tripoli para que o Poder Público acabasse de vez com o comércio ilegal na área.

Vale lembrar que a Subprefeitura da Lapa e o CCZ vem realizando inclusive campanhas educativas na Praça Agostinho Bettarello, depois de várias pressões do vereador Tripoli e da proteção animal. Vários pontos de venda ilegal da Avenida Bandeirantes também já foram extintos.

Izolina frisou que novas frentes de fiscalização devem ser abertas. “Temos o grave problema da região do Aquário de Itaquera. Sabemos de todos os pedidos de fiscalização que o vereador fez, nós também encaminhamos denúncias, juntamente com outros protetores, mas parece um local onde a ilegalidade é a grande vencedora”.

DOADORES DEVEM SE ADEQUAR

Rafael Miranda, do Cão Sem Dono, reivindicou mais fiscalização nas feiras de doação. Sua ONG mantém quatro feiras e todas com animais devidamente esterilizados. Rafael considera “um absurdo protetores doarem animais inteiros. Isso não é defesa dos animais, pois eles vão continuar procriando, filhotes poderão ser jogados nas ruas, mães prenhes descartadas”.


Segundo o dirigente do Cão Sem Dono, “não podemos mais admitir eventos de doação com cães e gatos inteiros. Se quem doa não tem consciência precisa ser devidamente enquadrado na legislação vigente. Não pode ser chamado de protetor quem faz isso, pois está ferindo a lei, prejudicando os animais e a sociedade, prejudicando os outros protetores. É um desserviço e precisa de punição”.

Além de Izolina, Taimi e Rafael participaram da audiência com o vereador Yolanda Heller, Rosane Guimarães e Martha Campos (protetoras independentes), Tania Góes de Araújo (O Time do Tigor) e Leonardo Marinho Brito (Cão Sem Dono). Eles foram porta-vozes de um grupo de 25 protetores independentes, médicos veterinários e ONGs.
 

Covisa promete fiscalizar doação de animais na cidade

Os protetores também mantiveram reunião com a Dra. Rejane Calixto, assessora da diretora de Covisa, Inês Suarez Romano, para o encaminhamento das reivindicações, a pedido do vereador Tripoli.

Segundo Taimi Haensel e Izolina Ribeiro, que compareceram à Covisa representando o grupo, “técnicos do CCZ também estavam presentes na reunião. Eles reconhecem que não podemos mais ter feiras de doação com animais sem castrar e prometeram um esquema de fiscalização” .

Outro ponto abordado foi a necessidade de fiscalizar com mais rigor algumas pet shops e canis que vendem abertamente filhotes sem esterilizar. “Muitos comerciantes vêm anunciando filhotes como sugestão de presente de Natal. Além disso, mesmo sabendo de toda a legislação em vigor, colocam os pobres animais em vitrines, sob o sol ou em locais abafados”, explica Izolina.

A coordenadora do Esquadrão Pet garante: “não daremos trégua a esse tipo de comerciante que só pensa nos lucros e acaba jogando no mercado filhotes com problemas e futuras matrizes para criadores de fundo de quintal”.
 
 
 
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