Deputado Tripoli: mudanças no Código Florestal podem ser desastrosas para a biodiversidade PDF Imprimir E-mail
Animais
Em visita à sede da ONG Associação Mata Ciliar, onde fica o Centro Brasileiro de Felinos Selvagens, em Jundiaí, o Deputado Federal Ricardo Tripoli (PSDB) voltou a alertar sobre o perigo das mudanças que o Código Florestal pode sofrer, se o relatório do deputado Aldo Rebelo for aprovado na Comissão Especial que discute o tema, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado acompanhou o manejo de mais uma suçuarana resgatada pela equipe da Mata Ciliar, que vem presenciando esses belos e ameaçados felinos perdendo aceleradamente seu habitat, devido ao avanço desenfreado da urbanização na região. Os procedimentos foram realizados pela médica veterinária Dra. Cristina Harumi, especialista em felinos selvagens, e pelo Dr. Paulo Anselmo, do Zôo de Campinas, que avaliaram as condições da suçuarana e também colocaram no pescoço do animal um rádio-colar que vai permitir o acompanhamento depois da soltura.

Em plena Serra do Japi, onde fica o Centro de Felinos da ONG Mata Ciliar, felinos selvagens estão altamente ameaçados e pressionados, sobretudo pelo crescimento dos condomínios, a maior parte deles cercada por grandes muros. E se o Código Florestal, que ainda protege minimamente as matas remanescentes, as nascentes, os morros, for modificado como pretende a banca ruralista da Câmara dos Deputados, a devastação tende a piorar, atingindo fortemente os animais silvestres.
 
O deputado Tripoli (de branco) acompanha o manejo da onça realizado
pela Dra. Cristina Harumi e pelo Dr. Paulo Anselmo, do Zôo de Campinas

Bastante emocionado, após assistir o manejo da suçuarana, o deputado afirmou: “O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) põe a perder todas as conquistas relacionadas à biodiversidade brasileira. O parecer apresentado na Comissão Especial que discute o tema representa um retrocesso imenso na proteção ambiental. O texto é muito ruim, retrógrado e ultrapassado. É um tiro no pé, um tremendo equívoco. É preocupante a possibilidade de retrocesso na legislação ambiental. Se for aprovado como está, a destruição das nossas florestas poderá se agravar e espécies fundamentais como esta poderão entrar em acelerado processo de extinção”.

Dra. Cristina revelou que nos últimos três anos, houve uma explosão no número de silvestres atingidos pelo avanço da cidade, por desmatamentos, atropelamentos, queimadas, capturas indevidas. As onças são animais topo de cadeia alimentar. A presença delas em um ambiente mostra o bom nível de preservação, mas quando estes animais começam a aparecer no meio de estradas, perdidos, desorientados, em casas, quintais, árvores, alguma coisa vai muito mal. A suçuarana que ganhou o rádio colar foi resgatada pela equipe chefiada pela Dra. Cristina em cima de uma goiabeira, num quintal, cercada por cães bravios. O animal estava absolutamente estressado; foi anestesiado e levado para a sede da Mata Ciliar, na noite de 4 de junho, véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente. Depois, no dia 12 de junho de 2010, ganhou o rádio-colar. Agora, está se recuperando e aguardando a ordem de soltura, do Ibama.

O equipamento que vai permitir conhecer um pouco mais do comportamento desse animal em uma região tão próxima a uma grande cidade, foi doado pela empresa Tetra Pak, que colabora com a Mata Ciliar na construção de recintos e fornecimento de abrigos construídos com embalagens recicladas – uma experiência de sucesso para os recintos de felinos silvestres mantidos na ONG. Em um ano, cinco suçuaranas foram capturadas na região de Campinas/Jundiaí, três delas pela equipe da Mata Ciliar.
 
O deputado Ricardo Tripoli, observado atentamente por uma jaguatirica

O deputado Tripoli alertou para a importância da sociedade brasileira rechaçar a aprovação do desastroso relatório de Aldo Rebelo. E explicou detalhes que podem incentivar a destruição ambiental no País: “esse documento traz modificações em alguns pontos polêmicos da lei, como a soma da Área de Proteção Permanente ao corpo da reserva legal, a consolidação de áreas de produção e o prazo de cinco anos para que o zoneamento econômico e ecológico possa cumprir o papel de definir técnica e cientificamente os passos para se realizar os licenciamentos”, afirma.

“O texto prevê, ainda, outros afrouxamentos à lei ambiental como o alívio dos compromissos ambientais e o não estabelecimento de limites para o plantio do eucalipto, responsável pelo desmatamento de imensas áreas da Mata Atlântica”, frisa Ricardo Tripoli. “Entre as demais propostas apresentadas por Aldo, estão o estreitamento da mata ciliar que protege os cursos d'água e a anistia de culturas cultivadas em topos de morros, terrenos mais inclinados e encostas. Isso se configura num tremendo absurdo! Vamos trabalhar para evitar que o Brasil perca o grande patrimônio nacional que são as nossas florestas e demais biomas”, conclama o deputado ambientalista.


Conheça a Associação Mata Ciliar: http://www.mataciliar.org.br/

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(Texto: Regina Macedo , jornalista ambiental)

 
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